quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Projeções Financeiras 2011, 2012...

Amigos,
Vamos fazer um ´exercício´ e entrar em sites de busca para sabermos o futuro do mundo, de nosso País e de nossas finanças pessoais. Temos os otimistas, os pessimistas e os que atribuem o sucesso ou fracasso financeiro a fatores do ambiente externo.
Sempre desta forma, anos com mais notícias ´ruins´ e anos menos: depende do ´ambiente´ do mercado.
Meu pensamento sobre isto sempre foi o mesmo: o ambiente financeiro pessoal/familiar somos Nós mesmos que fizemos. Estendendo-se para a comunidade e País. Claro que temos que estar ligados nas notícias, investimentos, bens móveis e imóveis, consumo de calçados, roupas e alimentos, etc... pois há momentos favoráveis e desfavoráveis: consumimos ou poupamos?
Claro que temos os perfis conservadores e os agressivos, mas cada um deve estar ´ligado´ no mercado e, principalmente, saber quais as metas e sonhos da família no curto e longo prazos.
Não sei se fui claro=> Resumo: Nós que definimos nosso futuro, nossas conquistas e sonhos. Não vamos ficar dependendo de terceiros, vamos planejar, anotar, poupar, investir e sermos felizes!!!!!
Bom trabalho e bom consumo à todos!!!!

Kaio

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sites ajudam no controle das finanças pessoais

Os antigos sistemas de organização financeira -- cadernos e planilhas de Excel -- ganharam novos concorrentes que prometem facilitar a árida tarefa de controlar quanto entra e sai do bolso.
São sites de controle de finanças que não param de surgir no Brasil, na esteira do sucesso do americano Mint.
Há dezenas de opções de sites e ferramentas que podem ser baixadas na internet, segundo levantamento de Conrado Navarro, sócio da empresa de educação financeira Dinheirama.
A maioria dos sites de controle financeiro oferece versões gratuitas e pagas (com custo mensal, geralmente, a partir de R$ 10).
O funcionamento básico consiste em registrar as receitas e gastos e classificá-los por categorias como alimentação, transporte e moradia.
O objetivo é ter um diagnóstico das finanças, identificando os itens em que há maior concentração de despesas e espaço para cortes.
Com a regularidade do uso da ferramenta, também é possível gerar relatórios apontando a evolução dos gastos e receitas mês a mês.
Outras funcionalidades comuns são o alerta de vencimento de contas por e-mail e a criação de metas de receitas e despesas por categoria. Assim, se o usuário estipula um limite de gasto de R$ 500 em lazer no mês, será avisado quando atingir o valor.
DESAFIO
Mas o grande desafio para aumentar o interesse pelas ferramentas é automatizar o lançamento das operações.
Nos EUA, o Mint conseguiu integrar seu sistema com os dos bancos, possibilitando que os dados dos extratos bancários sejam importados automaticamente.
Nenhum site brasileiro conseguiu isso ainda. O que o usuário pode fazer é exportar o extrato do seu banco, salvar no computador e importar para o site, caso os arquivos sejam compatíveis.
Depois de realizar a importação, o usuário pode categorizar os gastos e receitas. Sites como Manubia, Organizze e Contas On-line permitem criar filtros para automatizar os lançamentos.
"Se no extrato do usuário vem todo mês uma conta de luz ou se ele almoça com frequência em um lugar, ele define previamente que, sempre que determinado nome aparecer no extrato, deve entrar numa categoria pré-definida", explica Felipe Spinelli, do Manubia.
Apesar de dar um pouco de trabalho, principalmente no início, Navarro considera que a organização financeira -seja em site ou em papel- é fundamental.
"A maioria das famílias brasileiras está empatada ou em dívida. Isso acontece porque não têm a exata noção de quanto recebem e gastam. Com organização é possível economizar e, quem sabe, passar a investir", disse.
A estudante de matemática Taluana Furlan, 28, trocou as planilhas de Excel pela versão gratuita do gBolso há três anos. Ela concentra os gastos no cartão, junta os canhotos e, toda semana, lança as informações no site. Perde só dez minutos, afirma.
"Comecei a fazer controle financeiro porque ganhava pouco como estagiária e queria economizar. Consegui comprar computador e um celular melhor. Agora que minha renda melhorou, quero começar a investir", conta.

Temporada na praia começa com R$ 1

Guardando uma moeda no valor por dia, veranista consegue juntar R$ 350, o suficiente para gastar R$ 50 diariamente por uma semana
Uma simples moeda de R$ 1 pode ser o início do planejamento financeiro para a próxima temporada no Litoral. Levantamento da Para­ná Pesquisas feito para a Gazeta do Povo nas praias entre os dias 28 e 31 de janeiro mostra que a maioria dos veranistas gasta entre R$ 31 e R$ 50 por dia (quase 30%) e passa em média uma semana no Litoral (quase 32%). Com esse perfil, le­­vando-se em conta o valor de R$ 50 por dia – exceto despesas extras e emergências –, cada veranista precisaria guardar R$ 350 para passar sete dias no Litoral. Ou seja, quase R$ 30 por mês ou R$ 1 por dia.
Verão no azul
Veja como planejar os gastos da próxima temporada:
Poupança
- Para gastar R$ 50 ao dia por uma semana, é preciso acumular R$ 30 mensais ao longo do ano, ou R$ 1 por dia. Uma opção é transferir o dinheiro da conta corrente para a conta poupança, impedindo saques “acidentais”. Outra opção é guardar uma moeda de R$ 1 por dia em um porquinho. O ideal é que o acesso às moedas seja o mais difícil possível, para evitar “saques”.
Compras
- Antes de sair de casa, verifique quais bens duráveis não estão disponíveis na casa alugada ou hotel, como ventilador ou tevê. Leve-os de casa, assim produtos de higiene e cuidados pessoais. Isso evita compras adicionais a preços mais altos.
Alimentação
- Se estiver em um apartamento com cozinha, faça refeições em casa. Isso proporciona economia de até 50%.
Gastos extras
- No planejamento, inclua gastos extras, como passeios e shows. Mantenha esse fundo separado e não o ultrapasse.
Controle
- Mantenha um caderninho com o registro de todos os gastos. A atualização deve ser a cada três ou quatro dias, para não se tornar uma tarefa chata e acabe sendo deixada de lado.
Juntar esse valor não é difícil. Basta ter disciplina, enfatizam os especialistas em finanças pessoais. Como a atual temporada está próxima do fim, já é hora de começar o planejamento para o próximo verão, com depósitos mensais na conta poupança ou mesmo com a engorda diária do porquinho de moedas. Afinal, enfatizam os especialistas, falta de planejamento e de controle de gastos pode se tornar uma bomba na fatura do cartão de crédito. “O ideal é fazer uma reserva mensal”, recomenda o economista Samir Bazzi, professor de Administração Financeira do FAE Centro Universitário. “Da renda de um casal, por exemplo, devem ser poupados 10% ao mês para custear uma temporada sem apertos”, sugere.
O casal maringaense Jair e Lúcia Cortez, de 51 e 45 anos, combinou já na metade de 2010 passar dez dias em Matinhos com os três filhos e outros parentes, mas não fez o planejamento. Dessa forma, os dois já cogitam a possibilidade de estourar o limite do cheque especial. “Na volta vamos ter que reequilibrar as coisas, pagando as contas normais e, com o que sobra, cobrir o limite”, explica Jair.

Os gastos na areia são os mais sentidos pela família. Principal­­mente pelos pedidos dos filhos, as gêmeas Yohana e Suzana, de 15 anos, e Eduardo, de 13. “Em um dia, chegamos a gartar R$ 50 brincando em milho, sorvete e tudo o mais”. Por isso o casal tenta conter algumas despesas. “Como alugamos um apartamento, compramos os alimentos no mercado e preparamos em casa”, ressalta Jair – atitude correta, já que comer em restaurantes pode encarecer a alimentação em até 50%.

Para esses casos, a recomendação é orientar os filhos. “A criança precisa aprender que dinheiro não é elástico. Ela tem de saber que os seus gastos causam impacto para todos”, explica Bazzi.

Endividamento começa no início do mês

Nos inícios dos meses, a maioria dos trabalhadores recebe seus salários, contudo, muitas vezes esses não cobrem nem mesmo o limite tomado do cheque especial. Infelizmente esta é uma constatação de milhões de famílias brasileiras. Prova disto são os dados de levantamento realizado pelo Banco Central.
Segundo a pesquisa, se concentra entre os dias 1º e 10 do mês a entrada das pessoas no cheque especial, quando a média é 26,1% maior que no restante do mês. No cartão de crédito, o uso do rotativo é 59,8% maior entre os dias 5 e 15.
Isso mostra que os consumidores trabalham de forma totalmente errada o dinheiro, incorporando aos salários o limite da conta e o pagamento mínimo do cartão para fechar o mês. Ficando, com isso, pendurados nas linhas de créditos e esperando até o próximo salário. O mais grave é que este processo passou a ser uma rotina, prejudicial à saúde financeira.
O maior problema é que muitos acreditam que isso é normal, o que não é, pois, é possível mudar essa realidade, e para isso deve-se fazer escolhas e ter atitudes. Tomando o controle de sua vida financeira. Para facilitar esse caminho preparei dicas para que se mude esse quadro:
1.    O primeiro passo é reunir a família para conversar sobre sonhos e objetivos, antes de falar em cortar despesas é necessário estabelecer os sonhos e saber quanto custa, entre eles estará o sonho de sair das dívidas;
2.    Dividir os objetivos em curto prazo (até um ano), médio prazo (até dez anos) e de longo prazo (acima de dez anos);
3.    No caso das dívidas é preciso detalhar qual são os credores, o quanto se deve, taxas de juros, se esta vencida ou a vencer e estabelecer uma estratégia para liquidar este problema;
4.    Não procurar o credor antes de ter absoluto controle do dinheiro que entra e que sai, é preciso saber para onde vai cada centavo e cortar os gastos em excesso e supérfluos;
5.    Caso o credor, queira receber imediatamente ou parcelar em condições que não caibam as prestações no orçamento, é preciso dizer não, negociando sempre a melhor alternativa para ambos;
6.    No caso do cheque especial é preciso imediatamente procurar o gerente da conta e propor um cancelamento do limite e uma substituição de linha de crédito alongada, com juros que não ultrapassem 2,5% ao mês;
7.    Cuidado com gastos motivados pelo marketing publicitário, compre sempre com consciência, é preciso ter muita atenção e foco no que se quer e sonha;
8.    Nunca "empreste" seu nome para parentes e amigos. Se eles não podem usar o próprio nome é porque provavelmente já estão com problemas de endividamento. Caso peçam, ajude-os a serem inseridos no caminho da educação financeira;
9.    Quem tem prestações tem dívidas. Ao comprar, pense nas consequências de dividir os valores, é preciso saber que os próximos meses no orçamento estas prestações estarão comprometendo diretamente os ganhos futuros;
10. É preciso em reservas para emergências e também para a aposentadoria, a prevenção é o melhor caminho para não cair nas armadilhas financeiras.
Reinaldo Domingos, educador e terapeuta financeiro, autor dos  livros Terapia Financeira e O Menino do Dinheiro e da primeira Coleção didática de Educação Financeira para o ensino básico, presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira,  www.dsop.com.br .